Coletânea de Notícias - Maio de 2025.

 Coletânea de Notícias -  Maio de 2025.




Índice:

1. Start Campus planeia investir 8,5 mil Milhões em Portugal.

2. Ouro alcança mais um máximo histórico.

3. Banco de Portugal Reforça Crescimento e Alerta para Riscos Orçamentais.

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                 1Start Campus planeia investir 8,5 mil Milhões em Portugal.


      A Start Campus está a dar um passo gigante para transformar Sines num verdadeiro coração digital da Europa, com um investimento histórico de 8,5 mil milhões de euros até 2030. Este projeto não é apenas mais um centro de dados; é uma aposta ambiciosa, que junta capital norte-americano (Davidson Kempner) e britânico (Pioneer Point Partners), para tornar Portugal um protagonista global na economia digital.

      Escolher Sines não foi obra do acaso: esta cidade portuária, a sul de Lisboa, tem uma localização privilegiada, junto a cabos submarinos que ligam continentes, garantindo comunicações ultrarrápidas entre a Europa, as Américas e África. Com o primeiro edifício já em funcionamento, o projeto promete erguer seis centros de dados de última geração, capazes de responder às exigências de gigantes tecnológicos e ao crescimento explosivo das aplicações de inteligência artificial.

     O mundo mudou muito desde o lançamento do ChatGPT em 2022 — hoje, a corrida por dados, capacidade computacional e energia digital é uma prioridade estratégica para qualquer economia. O hub de Sines nasce nesse contexto: não se trata apenas de tecnologia, mas de soberania digital e posicionamento geopolítico. Pedro Reis, Ministro da Economia, não escondeu o entusiasmo, chamando-lhe um “investimento estruturante” para colocar Portugal no mapa das grandes rotas digitais.

        Mas para além das cifras bilionárias e dos cabos de fibra ótica, este projeto traz consigo algo muito humano: oportunidades. Espera-se a criação de empregos qualificados, a dinamização da economia local e a abertura de portas para que jovens talentos possam, talvez, não precisar de emigrar para Londres ou Berlim para trabalhar no setor tecnológico. Em Sines, está a nascer muito mais do que um centro de dados — está a nascer um símbolo de ambição nacional.


Redator: Adérito José Rafael. 

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2. Ouro alcança mais um máximo histórico 



         O ouro tem vindo a alcançar máximos recordes ao longo das últimas semanas. No dia 17 de Abril situava-se em 3.357,78 dólares por onça. (equivalente a 28,3 gramas).Já um valor recorde. Mas ao longo dos dias 21 e 22 de Abril atingiu novos recordes no seu preço.


        Nos dias 21 de Abril o valor da onça  aumentou de 3.385,85 dólares para 3.430,31 dólares o equivalente a 3.008 euros, um aumento de cerca de 3%. Registado entre as 13:36 e as 16:10, em Portugal continental. No dia 22 ao início da manhã subiu para 3.500 dólares por onça, acabando no fim do dia a ser negociado a 3.467,87 por onça.


      O aumento está relacionado com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, onde o presidente americano Donald Trump aumentou para 245% as tarifas sobre a China, cujo Pequim respondeu com tarifas recíprocas de 125% a Washington. Isto levou a muitos bancos centrais  e investidores a protegerem-se dos impactos de uma possível recessão econômica mundial através da compra do metal, considerado um elemento de segurança em tempos de crise. 


        Outros fatores são a tensão entre o Presidente Trump e o presidente da reserva federal, Jerome Powell e a queda do dólar em relação ao euro.



Redator: Afonso Canteiro.
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3. Banco de Portugal Reforça Crescimento e Alerta para Riscos Orçamentais


    O Banco de Portugal Reforça Perspectivas de Crescimento e Alerta para Riscos Orçamentais. Em Março de 2025, o Banco de Portugal reviu em alta as suas projeções económicas, prevendo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% para 2025, acima dos 1,9% estimados para 2024. Para os anos seguintes, antecipa-se uma desaceleração gradual, com um crescimento de 2,1% em 2026 e de 1,7% em 2027. Esta evolução positiva é sustentada por uma melhoria das condições financeiras, pelo reforço da procura externa e por uma execução mais intensiva dos fundos da União Europeia, especialmente em 2026. 


    O Banco de Portugal sublinha que o crescimento económico será mais equilibrado nos próximos anos, com maior contributo do investimento e das exportações. Em contraste, o consumo privado, que foi responsável por mais de metade do crescimento em 2024, deverá abrandar. Em 2025, estima-se um crescimento do consumo privado de 2,8%, diminuindo para 1,8% em 2026 e 2027, refletindo um menor crescimento do rendimento disponível real e uma taxa de poupança ainda elevada. 


    No que diz respeito à inflação, projeta-se uma descida para 2,3% em 2025 e estabilização em torno de 2% nos anos seguintes, em linha com o objetivo de estabilidade de preços definido pelo Banco Central Europeu. Esta trajetória resulta, em particular, de um abrandamento na subida dos preços dos serviços. 


    Apesar do enquadramento mais favorável, o Banco de Portugal alerta para riscos relevantes que podem condicionar a recuperação económica. Entre os principais fatores de incerteza, destacam-se os choques geopolíticos, a possibilidade de uma desaceleração mais acentuada na área do euro, especialmente na Alemanha, e o agravamento das tensões comerciais à escala global. O banco central mantém preocupações quanto à evolução da despesa pública, que em 2024 aumentou 10,8%, superando largamente o crescimento potencial do PIB em termos nominais, estimado em 7,4%. Este desvio excede os limites estabelecidos pelas novas regras orçamentais da União Europeia, que estipulam um aumento máximo de 0,3 pontos percentuais ao ano na despesa líquida. 


    O Banco de Portugal alerta, por isso, para a necessidade urgente de conter o crescimento da despesa ou de reforçar as receitas, de modo a garantir a sustentabilidade orçamental e a conformidade com os compromissos europeus.


    O Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, manifestou otimismo quanto ao desempenho económico do país, afirmando que os dados provisórios do quarto trimestre de 2024 revelam uma aceleração significativa da atividade económica. Segundo o ministro, os indicadores relativos ao consumo privado e ao indicador compósito registaram melhorias assinaláveis, o que reforça a confiança nas projeções de crescimento de 2,3% para 2025. Ainda que tenha reconhecido a “enorme incerteza internacional”, o governo considera que Portugal está bem posicionado para manter uma trajetória de crescimento, desde que o contexto externo não se agrave. 


    O executivo reafirmou igualmente o objetivo de alcançar um excedente orçamental em 2025, na sequência de um superavit de 0,4% do PIB em 2024. No entanto, o Banco de Portugal adota uma perspetiva mais prudente, antecipando um ligeiro défice de 0,1% do PIB em 2025. Esta diferença resulta de medidas permanentes adotadas pelo governo, com impacto simultâneo na despesa e na receita fiscal. 


    Os dados definitivos relativos ao desempenho da economia no quarto trimestre de 2024 serão publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a 30 de Janeiro. No terceiro trimestre, o PIB registou um crescimento de 0,2% face ao trimestre anterior e de 1,9% em termos homólogos. Este ritmo moderado de crescimento confirma a necessidade de um acompanhamento rigoroso da conjuntura interna e externa. Assim, a solidez da recuperação económica portuguesa dependerá da adoção de políticas prudentes, do controlo das finanças públicas e da capacidade de resposta a eventuais choques externos. 


Redator: Simão Lopes. 


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